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O cantor Rodrigo Suricato está à todo vapor, e já começou 2020 lançando uma nova versão da música “Astronauta”, com a banda Melim, se dedicando a uma nova fase do seu trabalho e trazendo originalidade ao estilo “folk” no Brasil.

O Conexão POP bateu um papo com o cantor, que nos deu uma palinha sobre o que vem em 2020. Vem conferir:

Você já começou 2020 com o pé direito, lançando um som com a banda Melim. Quais seus planos para fevereiro? Vem alguma novidade por ai?

Engraçado você perguntar isso, porque a velocidade das coisas é tão grande hoje em dia, que eu acabei de lançar um single e já fica a pergunta do que vem em seguida, e pra falar a verdade a gente vai explorar bem esse single, o potencial dessa canção com a banda Melim e eu pretendo fazer mais duas ou três com outros artistas. Eu estava meio isolado, gravei meu disco sozinho, toquei todos os instrumentos, além de produzir então está sendo um barato estar com outras pessoas fazendo música.

Como surgiu a ideia de fazer uma nova versão de “Astronauta”?

Eu senti que essa canção não tinha se resolvido ainda com o arranjo do disco, então eu tentei trazer uma coisa pra representar o meu trabalho e o momento artístico também, e eu acho que o Melim tem essa pegada, eles costumam trazer um sorriso muito bonito para as palavras, são excelentes cantores e tem uma unidade artística muito bonita de ver, na expressão “folk” né, que eu tenho mais interesse, eles são os maiores expoentes hoje em dia, e pra mim foi um prazer estar com eles no estúdio, foi uma gravação rápida mas a conexão foi bem verdadeira e nos demos muito bem no estúdio.

Você preza muito pela composição, como é o processo de criação das suas letras?

É porque eu tenho muito cuidado com quem me ouve, com quem consome o que eu faço, tenho muito respeito pelas pessoas que se conectam com o que eu escrevo e canto. Eu aprendi a ter esse respeito desde cedo, então isso me faz ser um artista melhor, no acabamento das minhas letras, e da produção, e isso eu não necessariamente consigo ter resultados melhores comerciais, mas eu preciso me divertir com o que eu tô fazendo, e o trabalho de música tem a ver com diversão, se eu não estou me divertindo eu não estou fazendo o meu trabalho direito, então pra mim isso é muito importante, e eu prezo muito por esse acabamento.

Você participa do Barão Vermelho, conta para a gente como rolou esse convite e como você consegue manejar o trabalho do Suricato, com o trabalho no Barão Vermelho?

Pra mim é um privilégio estar no Barão Vermelho, eu consigo dizer que é meu time de coração, minha banda nacional predileta, e hoje em dia é muito tranquilo conciliar as duas coisas. Primeiro que nenhum trabalho se trata de um Luan Santana, o Barão Vermelho tem um estilo bem pop rock, e meu trabalho ainda está saindo para a estrada então eu ainda consigo conciliar, e pra mim é uma maravilha porque eu tenho o melhor dos dois mundos, eu tenho um processo coletivo, com pessoas que eu tenho afinidade, algo que sempre foi muito difícil na minha vida coletivamente, e sozinho, sendo o gestor da minha carreira na parte artística, gravando o que eu estou a fim de gravar, e pra mim é maravilhoso estar nesses dois lugares.

O seu trabalho passou a ter uma influência um pouco mais pop recentemente, você tem inspiração ou ouve algum grande nome da música pop?

Ninguém especificamente, porque hoje a musica pop se diluiu em vários segmentos e seus respectivos representantes. Não existe um artista do povo sabe? A maneira POP que eu enxergo, é muito mais em termos de linguagem uma aproximação com uma linguagem mais eletrônica, e isso me atraí bastante, e não fica focado em apenas um nicho, então o POP pra mim, é uma atitude pra fora, muito mais que uma linguagem artística.

Qual desafio de ter feito parte de banda e agora fazer carreira solo?

Banda ou sozinho, trata-se das minhas canções e do modo de levar o meu trabalho a diante. E tem um barato de estar no coletivo e estar sozinho, e pra falar a verdade eu não sinto saudade no momento, mas ao mesmo tempo é uma dinâmica diferente, e essa coletiva eu já tenho no Barão Vermelho, ainda mais porque eu desenvolvi um show bem bacana, então eu tô curtindo bastante essa fase.

Tem algum artista brasileiro que você quer trabalhar junto?

Eu curto muito a rapaziada do Natiruts, acho bem bacana, o Vitor Kley que é um menino muito legal, um compositor de mão cheia e excelente cantor, e tem muitas outras pessoa legais, mas eu confesso que é tanta coisa na música brasileira, e eu não costumo escutar tanto, até porque estou num processo de produção do meu trabalho, e as vezes eu tenho que me fechar um pouquinho, deixar de escutar algumas coisas pra me conectar comigo mesmo.

Para finalizar, você quer deixar um recado para seus fãs e o pessoal que te acompanha?

Eu queria agradecer o apoio das pessoas que consomem meu trabalho e gostam do que eu faço, e fiquem ligadas nas próximas novidades, porque esse ano vem muita coisa por ai.