Em sua primeira temporada, 13 Reasons Why abordou temas sérios, causando um grande impacto na sociedade. Baseado no livro de Jay Asher a primeira temporada se constrói nos pontos certos e mostrar ao público as consequências de nossos atos. A segunda temporada se intitula como ‘As Consequências’, para aqueles que de alguma forma causaram mal para alguém, no caso a Hannah, mas ao mesmo tempo que a história se desenvolve, nada acontece.

A segunda temporada se perde no roteiro ao tentar continuar o mesmo caminho que a primeira teve. Se diz abordar as consequências dos atos dos estudantes e representantes da Escola Liberty diante do tribunal, ao caso dos Bakers contra a escola, porém, apesar de todos irem representar seu ponto de vista pela história de Hannah, nada acontece, e a historia demora de 6 a 7 episódios para se desenvolver. Apesar de ser escrita por Jay Asher, a segunda temporada se segue muito perdida e muito mais enrolada que a primeira.

Após ter passado por um trauma psicológico, depois da morte de Hannah Baker (Katherine Langford), Clay Jensen (Dylan Minnette) começa a imaginar a garota em todo lugar, e com isso acaba conversando com a sua própria imaginação, como uma forma de reconforto e saudades de Hannah. Porém por ser a imaginação do garoto, ninguém em volta parece notar que ele está falando sozinho e algumas vezes é questionado dando uma resposta sem sentido, que na verdade é direcionada a Hannah.

Mas o personagem acaba inventando uma resposta para passar despercebido, e ninguém de fora parece achar estranho ou notar que um garoto está falando sozinho, tendo assim a participação excessiva de Hannah, apenas para mostra que ela ainda está ali.;

A série tem apenas dois pontos positivos. O primeiro os: atores se encaixam muito bem no drama, mas Alisha Boe, Brandon Flynn, Miles Heizer e Devin Druid transformam seus personagens complexos com uma atuação incrível e conseguem assim segurar um lado bom da história ao lado de Dylan Minnette que volta nessa temporada com a mesma raiva e indignação de Clay, que dessa vez é psicologicamente atingido pelos acontecimentos da primeira temporada. Segundo ponto: a trilha sonora continua acertando os momentos e abusando de músicas antigas, dando a história um ar mais retrô e sensível.

Apesar de série ter 13 episódios de uma hora cada, as coisas começam a acontecer nos últimos episódios, fazendo os anteriores uma total enrolação assim como na primeira temporada, em que Clay demorava para ouvir as fitas. A segunda se baseia no julgamento que acaba tendo um personagem para depor por dia/episódio. Ela finaliza de uma forma aberta deixando espaço para uma terceira temporada, porém o que eles deixam em aberto poderia ter sido abordado na segunda temporada que acaba sendo várias horas de puro nada.

 

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