Na última sexta-feira, 08, a Netflix lançou a terceira temporada de One Day At A Time. A série retrata a vida cotidiana de uma família cubano-americana composta por Lydia (Rita Moreno), uma refugiada que deixou Cuba adolescente após a ascensão de Fidel Castro ao poder, Penélope Alvarez (Justina Machado), sua filha veterana do Corpo de Enfermagem do Exército dos Estados Unidos, enfrentando seu retorno à vida civil com muitos problemas não resolvidos de seu tempo no Exército, e seus netos, Elena Alvarez (Isabella Gomez), que se descobre gay e com isso passa a viver uma realidade dura onde vai vivendo novas experiências, e Alex (Marcel Ruiz), o filho mais novo que está entrando na adolescência e conhecendo um novo universo.

(Reprodução: Screen Rant)

 

Além disso, a séria conta com Dr. Leslie Berkowitz (Stephen Tobolowsky), chefe de Penélope e apaixonado por Lydia, e Schneider (Todd Grinnell), o vizinho engraçado.

TERCEIRA TEMPORADA

Nesta terceira temporada novos assuntos foram abordados, e alguns retomados com uma maior profundidade. Dois dos assuntos tocados nos primeiros episódios com força foi a homofobia, situação pela qual Elena e Syd, sua namorada, passam e que é discutido entre a família, e a questão do feminismo, que puxa para os tópicos de assédio, abuso, “não” significar “não” e o fato das mulheres sempre se sentirem culpadas pela situação do assédio, quando o errado é o homem.

(Reprodução: La Nación)

 

Mesmo sendo assuntos sérios, One Day At A Time conseguiu não só criar um diálogo educativo como também de forma leve, já que parte de seu público é composto por jovens. Uma troca de diálogos interessante que a série traz acontece quando Elena conta sobre um evento que teve em sua escola, onde os estudantes tiveram palestras sobre como se comportarem na rua e os cuidados a serem tomados, e então ela fala que, ao invés das mulheres terem que ouvir que não é para saírem de casa com certa roupa, não dar ouvidos aos comentários desnecessários, etc, o certo seria falarem “ei, caras, não abusem”.

A terceira temporada volta a tocar nos assuntos das questões raciais e que mulheres não precisam se casar e ter um homem do lado delas para serem felizes. Além de dar ênfase no tópico que família não necessariamente tem que ser a de sangue e que, independente dela sendo de sangue ou não, ela é tudo em nossas vidas. Um bom exemplo disso é quando a série mostra a relação de Schneider, que é retratado com muito mais humor, tendo momentos intensos com a relação com seu pai e com a bebida, uma antiga inimiga.

(Reprodução: Vulture)

 

A série consegue tratar de todos esses assuntos de forma leve e, como sempre, com um toque de comédia, mas sempre tentando transmitir seus diálogos sobre tópicos de extrema importância, como sobre os jovens serem o futuro do mundo, de forma que o telespectador se divirta e ao mesmo tempo reflita e aprenda.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

Nessa temporada a série veio cheia de participações especiais. Saiba quais foram elas

Melissa Fumero, da série de grande sucesso Brooklyn 99, interpretando a personagem de Estrella, uma das primas de Penélope

(Reprodução: Zimbio)

 

Stephanie Beatriz, também de Brooklyn 99, como Lilar, prima de Penélope

(Reprodução: Zimbio)

 

Gloria Estefan, cantora e dona da música tema da série, como Mirtha

(Reprodução: Vulture)

 

Raúl Castillo, de Seven Seconds, como o par romântico de Penélope

(Reprodução: GQ)

 

Danny Pino, de Cold Case como Tito,  o irmão mais novo de Penélope

(Reprodução: Entertainment Tonight)

 

Alan Ruck, conhecido pelo filme Curtindo a Vida Adoidado, como o pai de Schneider

(Reprodução: imdb)

 

Joe Manganiello, de Magic Mike, como Nick, padrinho de Schneider no grupo de Alcoólatras Anônimos

(Reprodução: People)

 

Gloria Calderón Kellett, diretora da série, como a nova mulher do ex marido de Penélope

(Reprodução: Veja) (Photo por Frazer Harrison/Getty Images)

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