Tivemos a oportunidade de entrevistar a cantora, produtora, DJ e compositora Cady. A loira iniciou a sua carreia durante a infância com seu pai em Salvador. Suas influências vem de inúmeros ritmos musicais, o que lhe preparou musicalmente para se dedicar a composição de suas próprias produções.

Cady iniciou profissionalmente sua carreira ainda na década passada. Suas apresentações contém  sets recheados de vocal house. Seu trabalho teve um enorme sucesso na Índia. “Viajei o país todo, conheci a Índia de cabo a rabo e foi muito lindo ver os ‘indianinhos’ dançando, sabe?“, diz a baiana.

Seu último trabalho é um remix de “Heaven”, hit clássico do cantor Bryan Adams, ouça abaixo e confira a entrevista.

A gente soube que o seu trabalho fez bastante sucesso na Índia, né? Você chegou até a passar uma temporada por lá. Como foi a experiência?

Meu filho, foi maravilhosa. Foi muito bom. Eu adorei. Sou uma pessoa extremamente curiosa em relação à espiritualidade e veio a calhar, com essa temporada na Índia. Fui para fazer uma turnê de 2 meses e acabei tendo muitas oportunidades de crescimento, de expandir com a minha música e fui ficando… tocava de 3 a 4 vezes por semana. Viajei o país todo, conheci a Índia de cabo a rabo e foi muito lindo ver os ‘indianinhos’ dançando, sabe? É muito gostoso  esse poder que a música tem de unir as pessoas. Isso pra mim é muito gratificante.

Atualmente, você escreve as suas próprias músicas. Como funciona esse processo pra você?
Olha, é muito orgânico. Eu ando para cima e para baixo, sempre com lápis e papel e, quando não tenho lápis e papel, anoto no bloco de notas do celular. O tempo todo a gente tem inspiração. Percebo, por exemplo, no momento em que saio para uma caminhada ou até tomar um banho. Do nada eu escuto a melodia e pronto. Eu as gravo e, quando quero escrever algo incrível, vou lá, ‘passeio’ por elas e crio. Não é nada muito programado.

Existe algo que te inspira? Algo que você olha e pega referências ou as inspirações vêm do nada?
Ah, os dois. Às vezes, preciso sentar, respirar fundo e focar as energias para criar algo
direcionado; às vezes, estou no calor da emoção e sinto que preciso escrever, também. Esses dias, por exemplo, estava arrumando minha mala (risos) e a inspiração veio. Achei que não ia esquecer, mas faço cinco coisas ao mesmo tempo, fui para a cozinha pegar um copo d’água e perdi (risos). Veio outra melhor depois! Se eu não lembrei, o povo não ia lembrar. Tem que ser aquela que eu não vou esquecer, aí eu sei que é boa.

Você já tocou em vários lugares ao redor do mundo. Existe um que marcou você?
Todos são especiais. É tudo muito diferente. Nos Estados Unidos, vejo muitos brasileiros
curtindo o som por saudade do Brasil, mas em outros lugares, como o Japão, onde a cultura é diferente, assim como a língua, é especial. Ver pessoas, que nunca ouviram falar do meu nome, cantando minha música, me emocionou. Foi muito especial é muito mágico. Japão.

A música eletrônica está crescendo muito devido à facilidade do acesso – todos têm acesso a ela. Você acha que isso é bom para os artistas? Até mesmo para quem está em um patamar mais alto?
Acho que é lindo, lucrativo e rende muitas possibilidades de mostrar a nossa arte. Na minha percepção, cresceu positivamente. Só tenho a agradecer.

Antigamente, para lançamento de músicas, você precisava ter uma gravadora. Hoje, o processo é mais simples, né?
Sim, mas hoje o papel da gravadora é distribuir, além de outros serviços, o que é muito
bacana pra gente que assina. Com a gravadora, temos mais segurança, mas não ter uma não impede seus sonhos.

É inevitável não falar sobre a Ivete. Vocês pensam em lançar algo juntas?
Lógico, lógico, logico! O difícil é escolher. Sempre cantarolamos, criamos, mas, agora, penso em focar um pouquinho nas minhas coisas, no pessoal, e, quando tivermos ‘atacadas’, vamos lançar isso. Vai ter a hora em que iremos pirar juntas e decidir que vai ser aquilo, mesmo. A gente se ama, admira e vai ser inevitável.

 

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Feliz Natal meu amores!!Que a alegria e o amor invadam os seus corações do mesmo jeito que invadiu o meu!!!#hohoho#feliznatal #merrychristmas #familia #natal

Uma publicação compartilhada por CADY (@iamcadyofficial) em 25 de Dez, 2018 às 2:21 PST

O que você tem mais escutado no momento?
Olha, a que vou lançar. Tenho escutado muito (risos). Mas assim, gosto muito de pesquisar e recebo muita coisa bacana da gravadora, que sempre me manda lançamentos. E é bom estar por dentro, né? Escuto muito o que está rolando no Brasil, para pegar referências, e lá de fora, também. Tem um artista que eu sou apaixonada e toca, praticamente, 24 horas por dia no meu celular. A energia que ele me proporciona é a energia que eu quero proporcionar para as pessoas. O nome dele é Roosevelt. Fui até a França assistir um show e foi muito bom. Ele não é muito conhecido no Brasil, mas eu gosto e me inspiro.

Vi em uma entrevista que você não escuta muito eletrônico, né?
Então, não é que eu não escuto, mas eu gosto de ter uma base de tudo. Tenho muito contato com o eletrônico, então, não é o dia inteiro que escuto (risos). Já sou muito agitada. Ela (a música eletrônica) entra em determinados momentos do meu dia. Sou muito eclética.

Existe alguma parceria que você gostaria muito que acontecesse?
Carlinhos Brown! Gosto muito dele. Acho ele genial.

Para finalizar, quais são seus planos para esse ano?
Muita música. Se prepare! Vou entupir vocês de música (risos).

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