No Conecte-se de hoje vamos falar sobre Melim. Esses três irmãos, Diogo, Rodrigo e Gabi, são a aposta do pop nacional desse ano. Os irmãos, que tem um som bem estilo Jason Mraz, passeando entre a surf music, o reggae e o pop, vieram para conquistar o coração e o ouvido de muita gente.

O grupo está lançando seu mais novo EP, que tem como carro chefe a musica “Meu Abrigo”, que já possui mais de 1 milhão de execuções no Spotify. O Conexão Pop bateu um papo com o trio para conhecer um pouco mais desses irmãos que tem uma vibe tão gostosinha.

Conexão Pop: A gente viu que vocês já trabalharam com grandes compositores como Gabriel Cantini, Gigi Cerqueira e Filipe Escandurras na musica “Zero a Dez“, que o Luan Santana e a Ivete Sangalo já cantaram. Como surgiu a ideia da musica e qual a mensagem que vocês quiseram passar com ela?

MelimA primeira frase da musica veio do [Filipe] Escandurras. Ele mandou esse pedacinho para a gente e falou “Cara, acho que da pra fazer uma musica bonita, na pegada da Ivete, o que vocês acham?”, e então pensamos sobre. A gente cantou junto com o Gabriel Cantini e continuamos desenvolvendo a ideia da musica, da melodia, já pensando na Ivete (cantando). Essa foi uma das poucas musicas que a gente fez direcionada para um artista. Mas como a Ivete tem uma onda um pouco parecida com a que a gente faz na Melim, então fizemos como se estivéssemos fazendo pra gente. E fomos fazendo em conjunto, mandando  (para o Filipe Escandurras) e mudando, e aí a musica ficou pronta e mandamos para a Ivete. Um dos compositores da musica é o baixista da dela, então foi bem fácil de chegar nela, e aí quando ela ouviu foi assim, foi amor a primeira vista. Ela amou a musica. No dia das mães ela cantou pra mãe dela, e acho que isso tudo ajuda na energia da musica. A gravação ficou linda. Superou as nossas expectativas, sabe? De tudo o que a gente achava que era lindo.

CP: Vocês chegaram a participar do programa Super Star. De lá pra cá, o que mudou na vida de vocês? Vocês sentem que aconteceu uma evolução na carreira do Melim?

M: A gente amadureceu muito depois do Super Star. O programa na verdade foi o primeiro passo pra nossa carreira musical, e de lá pra cá a gente teve o lançamento do nosso EP, a assinatura com o escritório,  no final do ano passado (tivemos a) assinatura com a gravadora Universal, que foi o nosso maior passo. E acho que teve um relacionamento e amadurecimento com fã. A gente postou bastante conteúdo na internet também, cresceram nossas parcerias com pessoas que a gente conheceu depois do programa, como com o OutroEu.

CP: De onde surgiu o Melim?

M:  (Gabi) Então a gente meio que não pensou em montar a banda. Nós participamos de um festival de musica no Sul. E eu seguia minha carreira solo e os meninos seguiam as carreiras deles. A gente tinha combinado de cantar uma musica no palco, ma aí resolvemos subir juntos pra poder divulgar tanto o trabalho deles quanto o meu. Porém quando a gente cantou, a galera recebeu de um jeito muito bom. Eles aplaudiram de pé,  foi um momento mágico pra gente. E quando descemos, as pessoas falaram “nossa, essa banda é incrível!”. E aí depois fomos pro hotel e ficamos conversando sobre isso, porque a energia que a gente sentiu lá foi surreal. Foi a Melim quem escolheu a gente, sabe?

Na verdade aquilo foi o final de um processo que já havia acontecendo antes. Foi um processo grande, a gente começou a compor muito juntos. Os estilos musicais começaram a ficar muito parecidos. A Gabi começou a gravar um cd e a gente foi junto com ela. Então chegou em um ponto que só faltava uma faísca, que foi essa apresentação nesse palco e a energia desse publico, foi isso que a gente precisava.

CP: Uma das musicas que mais atraiu o publico de vocês é a “Meu Abrigo“. De onde surgiu a inspiração pra compor ela? Vocês tiveram alguma referencia?

M:  (Gabi) Então, essa musica é muito especial pra gente porque,  antes mesmo de sermos uma banda a gente gravou uma versão dela que iria entrar no cd tanto dos meninos quanto no meu. E é muito curioso hoje em dia a gente ser  uma banda e ter essa musica como carro chefe. Na época a gente tinha mudado para uma casa que ficava em frente a praia, então a gente respirou muito desse universo praiano, sabe? E aí, como a veia da banda é pop, a gente teve isso. A “Meu Abrigo” surgiu nesse reggae pop. Mas a influência sempre foi, acho que do amor. A gente gosta muito de falar dessas coisas românticas.

CP: Vocês tem uma vibe bem da paz e estilo Jason Mraz. Em quem vocês se inspiram na hora de compor as musicas e criar os clipes?

M:  (Diogo) Cara, o som da nossa banda é uma mistura de várias influências que a gente tem. Cada um tem as suas influências particulares, temos os artistas que gostamos muito. Eu particularmente gosto muito do Ed Sheeran, de Shawn Mendes. A Gabi gosta muito de Amy Whinehouse, Djavan, o Rodrigo gosta de Bruno Mars, isso falando de musica internacional. De artistas nacionais são Skank, Jota Quest, Cidade Negra.

 (Gabi) Acho que cada musica tem que ter um universo. Mas no começo da Melim a gente testou muito com o reggae. E conforme a gente foi amadurecendo, a gente foi ampliando mais. O nosso EP ele colore de varias maneiras, a “Meu Abrigo” tem muito isso de good vibes, assim.

 (Diogo) Então por exemplo a “Transmissão de Pensamento” é mais folk e a “Ouvi Dizer” é mais pop. Isso inclusive é uma coisa que a gente traz nesse EP. Eu acho que cada musica é um universo diferente. Acho que a Melim, não tem um teto. O mais legal da banda é a gente poder fazer o que a gente quiser, dentro do pop. A gente consegue trazer todas as influencias que a gente gosta de escutar.

CP: Qual foi o maior desafio que vocês enfrentaram desde o começo do Melim, e como vocês fizeram para passar por esse desafio?

M: Eu acho que o maior desafio ainda continua sendo o Super Star. Porque quando a gente entrou no programa  o Melim tinha dois meses. Então a gente não estava tão maduro ainda, sabe? Inclusive o programa ajudou a gente a amadurecer no começo. Mas foi uma pressão diferente de tudo o que a gente tinha sentido antes. O frio na barriga de saber que estava sendo gravado, de saber que estava sendo julgado pelos juízes e por milhões de pessoas em tempo real. Uma outra vez também foi quando fizemos um show de Réveillon, para 500.000 pessoas, que foi transmitido pra praia toda com telões, e que foi muito importante para a nossa carreira também. A gente ficou muito feliz e foi uma grande responsabilidade também.

(Gabi) Acho que falando de desafio, ainda está sendo. A gente amadurecer como banda, como pessoa e a gente poder criar coisas diferentes, pra gente ver o que a gente pode de mais original no nosso trabalho.

A gente quer passar essa mensagem de paz, de amor e trazer o pop de volta também, para o cenário da musica. Isso é um baita desafio, e a gente junto com essa outra galera que tá vindo do pop, levantar um estilo que é tão bonito que tem tanta gente que tá querendo ouvir e acho que falta banda (de pop).

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