18 de setembro de 2020
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ENTREVISTA | Ali Gatie fala sobre nova música, álbum e primeira parceria em bate-papo com o Conexão POP

A voz doce e marcante de Ali Gatie de fato o levou ao topo das paradas no mundo da música. Mas nem só de talento é feito um artista. Dono de um carisma enorme, o jovem de 23 anos não esconde de ninguém o carinho que tem pelos seus fãs e pela oportunidade de estar vivendo um sonho.

Descendente de iranianos, Ali nasceu na cidade de Mississauga, no Canadá, e aos 18 anos  iniciou sua carreira, dando passos como compositor e lançando músicas independentes. Mas foi depois de vencer uma competição online do RhymeStars que ele chamou a atenção de produtores e, em 2018, assinou um contrato com a Warner Music.

Apesar do pontapé para o sucesso ter vindo com a faixa “It’s You”, foi o single “Moonlight” que impulsionou o nome do cantor na indústria. Hoje, Ali Gatie não é visto apenas como uma aposta, mas como um artista firmando uma carreira promissora pela frente.

Seu EP de estreia, “You”, liberado em 2019, entrou para o Hot 100 da Billboard. E a canção “Running On My Mind“, uma das mais recentes, ultrapassou a marca de 50 milhões de streams só no Brasil.

Em seu documentário no YouTube, disponível no canal do The Juno Awards, Ali fala sobre a caminhada até aqui e afirma: “Eu não nasci para música, eu apenas nasci para fazê-la”.

Agora, o cantor se prepara para começar uma nova fase. Nesta sexta-feira, dia 18, foi divulgada a canção “Welcome Back”, uma parceria com Alessia Cara – sua primeira colaboração.

Em entrevista ao Conexão POP, o músico falou sobre o novo álbum, projetos e, claro, expectativas para vinda ao Brasil.

CP: Como tem sido o desafio de continuar produzindo e criando durante essa pandemia?

Ali: Na verdade, para mim não é tão ruim porque eu sempre estive trabalhando de casa – e amo fazer isso. Em Toronto eu tenho o meu estúdio, assim como em Los Angeles. Então como eu cresci fazendo música em casa, é a mesma coisa de antes.

CP: E como está sua criatividade agora que não podemos sair muito para buscar coisas lá fora?

Ali: Eu acho que quando a pandemia começou eu meio que dei uma “pausa” e acho que isso me ajudou. Foi cerca de um mês sem produzir e isso me fez sentir falta de fazer música. Então, quando eu voltei, eu estava cheio de ideias e coisas que havia começado mas não havia terminado. Foi um bom equilíbrio para mim mesmo.

CP: Você acabou de lançar “Welcome Back”. Como se sente em relação a isso?

Ali: Eu estou muito animado, principalmente por ser algo diferente das minhas outras canções. Acredito que os meus fãs vão ter algo novo para ouvir. É a minha primeira parceria também. Agradeço a Alessia Cara por ter dedicado um tempo para me ajudar com a faixa. E acho que a galera vai gostar!

CP: Como foi o processo de criação da música?

Ali: A canção foi composta no estúdio por mim, Amy Allen e Blake Slatkin. Amy é uma compositora maravilhosa e a ideia de “Welcome Back” foi praticamente dela.

Ela chegou e disse: “Eu tenho uma ideia de música chamada “Welcome Back”. E isso nos inspirou e começamos com o freestyle. Foi mais ou menos assim que aconteceu. Terminamos muito rápido, coisa de uma ou duas horas. É tudo praticamente ideia dela, então parabéns à Amy.

CP: Conta pra gente como foi trabalhar com a Alessia?

Ali: Alessia é incrível, sempre fui fã. Quando chegamos para convidá-la para essa colaboração, ela disse “sim” e todo mundo ficou animado. Mais uma vez, agradeço a ela por ter separado um tempinho no meio dessa pandemia para participar da música e do clipe.

CP: E qual é a história por trás da letra?

Ali: Eu meio que escrevi a faixa de duas perspectivas. É uma história de amor, obviamente – você ouve e já entende isso -, mas eu também coloquei um pouco de mim cantando para eu mesmo – como uma versão mais velha do Ali, mais feliz, menos estressado e mais relaxado – tentando dar boas-vindas de volta a um lado diferente de si mesmo.

E acredito que quando eu expliquei isso para a Alessia ela relacionou da mesma forma. É meio que uma música com um duplo significado profundo e espero que, quando os fãs a escutarem, ela possa ajudar a dar boas-vindas de volta a uma nova versão deles também.

CP: Estávamos te stalkeando e vimos que em março um fã perguntou no Twitter qual era sua canção favorita até aquele momento. E você respondeu “Welcome Back”. Ela ainda é a sua favorita? Por quê?

Ali: Sim, ainda é a minha favorita. Mas eu meio que entrei em um termo criativo agora com uma canção chamada “You Broke Me First”, que também acho incrível e… Eu diria que “Welcome Back” é a minha faixa preferida porque é uma canção minha, mas seu tivesse que escolher uma que não é, ficaria com essa.

Eu amo “Welcome Back”. É um novo passo para mim, um novo som. É meio que o começo de um novo capítulo e eu estou muito animado com isso.

CP: A música é parte do seu novo álbum. Você poderia nos contar algo sobre ele?

Ali: Meu último projeto foi algo sobre uma história de amor, enquanto esse novo álbum traz coisas diferentes. É como uma coleção de fatos da realidade da vida de todo mundo, não apenas sobre uma pessoa. Tem R&B, tem canção acústica… Estou bem empolgado para finalmente sair. Foi um trabalho duro.

CP: Você tem intenção de incluir o Brasil em seus projetos futuros? 

Ali: O Brasil estava na minha última turnê, que não aconteceu por conta de toda essa situação de pandemia, mas eu não imaginava que tivesse tantos fãs por aí.

Logo percebi que o país é um dos que mais me apoiam. “It’s You” continua muito indo bem. Com toda certeza, quando tudo melhorar, pretendo ir ao Brasil para um show ou mais. Acho que vai ser bem divertido. Eu ouvi de muitos artistas que os fãs brasileiros são os mais incríveis. Estou muito ansioso para viver essa experiência aí.

CP: Gostaria de mandar uma mensagem para galera que te acompanha aqui?

Ali: Claro! Para todo os meus fãs brasileiros, eu quero dizer obrigado e eu amo vocês. Eu sempre tive o sonho de ter uma música tão bem sucedida e nunca pensei que aconteceria no Brasil pela primeira vez, mas fico feliz com isso e mal posso esperar para conhecê-los pessoalmente. Eu ouvi que o Brasil é louco – e, claramente, vejo isso nas redes sociais -, e mal posso esperar para poder experimentar essa loucura na vida real. Até lá, mantenham-se seguros e estou ansioso para vê-los em breve!

CP: Para terminar, se você pudesse descrever o álbum em uma palavra, qual seria?

Ali: Eu usaria “ideias”. Eu sinto que é uma coleção de ideias e acho que vai fazer mais sentido quando vocês ouvirem o álbum. Mas vamos deixar assim por enquanto.

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Jornalista recém-formada apaixonada por música, cinema, viagens e esportes.



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