29 de Janeiro de 2018
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Claudia Leitte é entrevistada pela Billboard americana e revela sobre parceria com Pitbull e álbum novo. Leia a tradução

Após estarem juntos na Copa do Mundo no Brasil, e com o lançamento de “Carnaval”, novo single de Claudia Leitte, com participação do rapper Pitbull, a Billboard americana resolveu fazer uma entrevista com a cantora sobre manter sua pegada musical brasileira, com elementos do axé, na tentativa de visibilidade no mercado internacional, com suporte da gravadora Roc Nation, e também sobre seu próximo álbum voltado para o mercado externo, que será uma mistura de música brasileira com toques de onda latina.

 

Confira a entrevista na íntegra:

Como foi seu crescimento em casa?
Eu lembro de crescer olhando minha mãe trabalhar o tempo inteiro, o que foi inspirador. Era muito simples, mas tive uma infância maravilhosa. Estou pensando agora que você me fez essa pergunta e tudo que sinto é gratidão.

Por quê?
Porque me tornou forte, me inspirou a compor músicas que canto agora. Era um lugar maravilhoso, repleto de pessoas maravilhosas.

Quais são suas maiores influências musicais?
Tenho diversas, mas o primeiro nome que vem na minha mente é Maria Bethânia. Ela também é da Bahia, de onde eu nasci. É uma cantora incrível. Ela sabe como estar no palco e como ser uma estrela, mas é simples. Seu estilo é simples, mas muito mágico. Ela é muito intensa no palco, ela te convida para seu mundo quando se apresenta, e você sente que está vivendo no seu mundo.

Sendo hoje uma das maiores vozes da axé music, foi uma decisão pensada  trabalhar com esse gênero?
Sinto que eu não escolhi a música, a música que me escolheu. Cresci em um lugar em Salvador, Bahia, que é rodeado de axé. O ritmo se originou lá. De fato, a maior banda de percussão da Bahia ensaiava toda terça-feira atrás da minha casa. A música sempre esteve ali, literalmente no meu quintal. Não tinha jeito de escapar disso, e eu amo o axé porque é a música da minha história. A área em que cresci era muito africana.

Cantar axé é uma maneira de honrar isso?
Claro. A Bahia é muito africana.

 

Fale de seu novo single, “Carnaval”, com Pitbull.
É um presente para mim. Pitbull chegou à minha vida quando eu estava no meio das negociações para a última Copa do Mundo, para a cerimônia de abertura. Nós nos tornamos amigos, e ele me apresentou essa música, que me pegou de primeira. Trabalhamos muito duro para deixar um sabor brasileiro no fundo, porque também tinha que soar como música pop.

Você acha que é uma candidata para a Copa do Mundo deste ano?
Não tenho certeza. Nunca falamos sobre isso, na verdade. Mas estou muito aberta. “Carnaval” é para o mundo. Acho que todos merecem fazer parte dessa festa. É muito parte da cultura brasileira, mas acredito que dois milhões de pessoas dançando e celebrando o Carnaval no Brasil não são suficientes. O mundo inteiro precisa fazer parte disso.

Quais seus planos com a Roc Nation?
Há um álbum novo a caminho. Não estou exatamente trabalhando nele neste momento, estou trabalhando música por música. Mas haverá um álbum.

Com toda a música que está acontecendo na América Latina, com todas as junções e evoluções do reggaeton e do trap em espanhol, você pretende fazer algo mais diferente do seu gênero?
Temos um plano de trabalhar fora do Brasil, sim. É mais do que uma evolução. É a hora de reconhecer que precisamos uns dos outros. É muito necessário ouvir outros ritmos musicais. Acho que é o que deve acontecer , e por isso está acontecendo. Isso levará a outras conversas. As pessoas querem dizer algo. É assim que fazemos, com música.

Ouça a nova música de Claudia Leitte e Pitbull, “Carnaval”.

Publicado por

Libriano, carioca, amante do entretenimento e dos filmes com plot.



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