27 de novembro de 2020
Conecte-se
(Re) Conecte-se com Lucas Paiva

Lucas Paiva aprendeu a tocar violão sozinho e tinha apenas 15 anos quando escreveu sua primeira canção, “Can’t Say GoodBye”. A música, que integra o primeiro álbum do artista, “Scape New York City”, lançado em 2019, foi escrita para uma garota que o jovem conheceu ainda mais novo quando morou no Canadá, tornando-se o pontapé para tantas outras faixas a partir dali.

A verdade é que Lucas é um menino viajado. Natural do Rio de Janeiro, o carioca deixou o Brasil aos 11 anos, acompanhando os pais, e viveu em muitos outros países, como Argentina, Inglaterra e Estados Unidos. Em 2017, voltou às terras tupiniquins decidido a seguir o sonho de viver da música e, hoje, aos 24 anos, se prepara para dar início a uma nova fase da carreira.

Este ano, o artista passou a constituir o time da Warner Music Brasil e nesta sexta-feira, dia 27, lançou o single “Hj”, uma música inédita e autoral que traz uma mistura de lo-fi com pegada pop e vem acompanhada de um clipe com a participação da influencer Vee Castro e direção de DH (ex-vocalista da banda Cine), em parceria com a Xoko Jar.

“Escrevi a ‘Hj’ há dois anos com o Victor Paié, um músico amigo meu, e a Laiane Cruz, que trabalha comigo e edita todas as minhas músicas. E esse ano, durante a quarentena, foi quando a gente finalmente gravou. Eu dou muito crédito ao Paul Ralphes, que produziu a música e juntou uma equipe sensacional para gravar ela comigo. Sem eles eu acho que a ‘Hj’ não teria nascido do jeito que nasceu. Da composição à fase final de lançar a música, foram inúmeras etapas e pessoas envolvidas. E eu queria usar essa oportunidade para agradecer a todos que trabalharam para fazer ‘Hj’ e a minha carreira acontecerem”, conta.

Em um bate-papo com o Conexão POP, o cantor e compositor falou sobre as expectativas para a nova fase e início da carreira. Confira!

 CP: Quando você descobriu que queria viver da música?

Lucas: Eu acho que descobri que queria viver da música no primeiro ano da faculdade, com uns 18/19 anos. Na época, eu estava cursando business/administração nos Estados Unidos e pensava em largar a música porque eu achava que era algo que estava atrapalhando as minhas notas. Paralelamente a isso, uma garota que estudava comigo havia escutado algumas das minhas canções e me mandou uma mensagem falando para eu não desistir, porque as músicas eram boas. Naquele instante, eu percebi que era aquilo que eu queria. Parece que eu fiz um 360 nos meus pensamentos em cinco minutos e foi mais ou menos assim.

CP: Você escreveu a primeira canção aos 15 anos. De lá pra cá, qual a maior diferença entre aquele Lucas e o Lucas de hoje?

Lucas: Hoje em dia eu acho que sou um pouco mais melancólico, quieto… Acho que sou um cara mais maduro também. Eu tinha 15 anos quando comecei a escrever e a música era como um terapia. Na verdade, até hoje é. A diferença é que agora é meu trabalho – e é difícil até considerar um trabalho (risos). Não sei se mudou taaanta coisa, mas é isso!

CP: Para você, o que é essencial em uma canção?

Lucas: Todos os dias eu crio mil regras, tanto pra música quanto pra vida. Mas eu quebro elas todos os dias. É difícil dizer o que é essencial em uma canção. Eu já tive algumas repostas, mas, atualmente, eu não tenho.  Desculpa (rsiso)!

CP: Seu primeiro álbum, “Scape New York City”, conta com todas as músicas em inglês, levando em conta que você morava nos Estados Unidos na época, certo? Agora que está de volta ao Brasil, e sabemos que na sexta-feira, dia 27, é o lançamento de “Hj”, podemos esperar canções em português no seu próximo projeto?

Lucas: Isso! “Scape New York City” foi feito com base nas minhas experiências nos Estados Unidos – inclusive, gravei a maior parte das músicas lá. Mas, cara, eu já gravei quatro músicas em português e… Tem mais por aí. Eu ainda continuo escrevendo em inglês, mas acho que daqui pra frente virão muitas canções em português e, talvez, no futuro, possa vir alguma coisa em inglês com o pessoal do estilo eletrônico.

CP: Aproveitando o gancho do novo single, existe uma razão para a grafia do nome da música ser “Hj”?

Lucas: Achei legal a ideia de estilizar assim. Na maioria das vezes – em quase todas, talvez -, que alguém escreve a palavra “hoje” na internet, ela vem grafada dessa forma. E eu gostei, visualmente falando.

CP: Você está dando início a uma nova fase da carreira. O que espera daqui pra frente?

Lucas: Espero que as pessoas gostem da música, do clipe… e que mais coisas possam ser lançadas em parceria com a Warner. Além de “Hj”, tenho “Amanhã” e “Ontem”, então o público pode esperar muita coisa. Estou empolgado!

CP: Se você pudesse definir quem é Lucas Paiva em uma palavra, qual seria? Por quê?

Lucas: É um pergunta bem difícil! Eu sou uma pessoa que gosta de escutar as outras pessoas – não só ouvir música, mas ouvir o que as pessoas falam pra mim, sabe? Tem gente que gosta de falar e eu gosto de ouvir. Eu não sei como dizer em português, mas eu seria um listener (ouvinte). Acho que isso me define bastante!

Créditos da imagem de capa: Marcos Hermes

Publicado por

Jornalista apaixonada por música, cinema, viagens e esportes.



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