25 de agosto de 2020
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CONECTE-SE | É hora de conhecer Long Beatz

Nascido em Esteio, no Rio Grande do Sul, Allan Brum da Silva era apenas um menino cheio de sonhos quando mudou-se para o Rio de Janeiro após da morte do pai, seu maior incentivador da carreira artística. Ambulante, ele vendia salgados para comprar instrumentos para o filho e levá-lo ao estúdio.

Perdido em alguns momentos, Allan tomou decisões erradas e até fez parte do crime. Mas foi a música e a figura paterna que o ajudaram a superar tudo isso. “Ele me ensinou o que é caráter e a honrar meus compromissos. Graças a ele e ao meu som eu estou aqui, contando um pouco para vocês”.

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Eu vim de baixo e me orgulho disso, meu pai sempre lutou com garra e força vendendo seus salgados e me deu meus primeiros equipamentos musicais para mim ficar longe do crime e focar no meu sonho serei eternamente grato a meu pai por ter acreditado em mim. Nos encontramos no céu , saudade eterna. Hoje me deu uma saudade de nossas conversas ❤️

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Responsável pelo sustento da casa ainda muito novo, o jovem chegou a convencer a mãe a vender tudo o que tinham para investir no lado musical. Pensando estar longe do hip hop e SK8 no Sul do país, o garoto teve a chance de conhecer Rafuagi, grupo gaúcho do gênero, e perceber logo cedo que sua cultura estava mais perto do que imaginava, envolvendo-se cada vez mais naquilo.

Em 2005, já na capital fluminense, conheceu uma galera do meio e, a partir daí, sua história começou a acontecer. Uma dessas pessoas foi Geninho, da Banda Oriente, um cara que, além de receber o jovem em sua casa, abriu portas para ele mostrar o talento que tem. Aos poucos, o guri começou a entender o mercado e mais oportunidades surgiram.

Em um encontro com Pablo Martins, recebeu o convite para participar como fundador do projeto colaborativo 1Kilo e durante dois anos fez parte do grupo. Neste período, foram muitas músicas e um hit marcante na carreira. “Deixe-me Ir” tornou-se uma das faixas mais tocadas da década nas plataformas digitais. A iniciativa deu tão certo que os músicos revelaram outros nomes, como Xamã e Pelé, conhecidos das batalhas de rima.

“Meu primeiro rolê no Rio de Janeiro foi algo surreal! Sempre fui fã de caras como Tigrão, Marechal, De Leve, Black Alein… só as relíquias do rap! Esses caras faziam parte de grandes projetos e eu estava junto com eles – cada um com a sua história e eu começando na estrada. Naquele momento, tive ainda mais certeza do que eu queria para minha vida”.

Long Beatz

Agora, aos 27 anos, Allan assina com a Warner Music Brasil e entra em carreira solo como Long Beatz. Apesar do começo difícil, aprendendo muita coisa sozinho, o artista estudou produção musical recentemente e se prepara para muitas novidades.

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Uma nova fase se inicia com @warnermusicbr obrigado a todos que sempre acreditaram no meu potencial e aqueles que duvidaram também isso me deu impulso para chegar mais longe, agora foi dado o start oficial ao projeto Long Beatz juntamente com uma das maiores gravadoras do Brasil ! Aguardem os próximos capítulos! 🙏🙏🙏❤️❤️❤️

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Inspirado pela essência do hip hop, Long se arrisca em vários estilos musicais. Embora tenha vindo do trap e tenha sido um dos pioneiros da vertente no Brasil, é muito grato à toda cultura black na qual sempre foi envolvido, a todo ensinamento e respeito que sempre teve, mesmo com a cor de pele que tem.

“Não gosto de fazer mais do mesmo. Sei que não existe uma receita para o sucesso, mas crio minha receita e minha música. Eu sempre quis quebrar barreiras e essa é minha essência: fazer coisa diferente”.

É nítida a forma eclética do artista, que junta de tudo um pouco em seu som. E é assim que ele segue em busca de uma identidade única.

Suas referências são muitas, mas Damian Marley – com quem chegou a fazer turnê –, Michael Jackson, Whiz Khalifa, Wu Tang e Nate Dog fazem parte da lista ao lado de Tim Maia, Rafuagi, Racionais, Sabotage e Tom Jobim.

E não para por aí! Nessa nova etapa da carreira, ele promete uma entrega diferente de trap funk e, como referência, lembra de WC No Beat: “O cara é brabo demais e, assim como eu, batalhou muito para chegar onde está”.

A partir de agora, Long Beatz chega para marcar presença e não esconde seu desejo de poder fazer colaborações grandes. “Como o meu trabalho é muito versátil, sonho em parcerias fortes. Além de Damian Marley (já mencionado), há também J Balvin, Snoop Dog, Da Baby e Cardi B. Acho que seria irado uma produção minha com eles nos vocais. Já no Brasil, Mano Brown, Criolo, Black Alien e Marcelo D2 são os nomes”.

Ainda que seja um admirador do teclado, instrumento no qual se arrisca, Long prefere usar a tecnologia para suas coisas, deixando ali suas singularidades. “Se você ouve meu som, sabe que tem a minha produção. O meu beat tem a minha marca. Quanto a composição, prefiro deixar para os MCs, eles ficam à vontade para criar. Claro que dou um palpite ou outro, mas, prefiro ficar focado na produção”.

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Foto de ontem no estúdio da @cmkbeatss

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Nesta sexta-feira, dia 28, o público poderá conhecer o primeiro trabalho solo de Long Beatz. “Ela Disse Pra Mim” é o single de estreia e conta com a colaboração de Pele Milflows e do jamaicano Daddy1.

“A galera pode esperar muito trap funk. Vou transitar do underground ao mainstream. Em relação aos feats,  acredito terem identidade com o meu trabalho, já tenho nomes nacionais e internacionais previstos. Quero aproveitar esta nova fase para também revelar novos nomes para a música”.

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Dia 28/08 tem lançamento do meu primeiro single “Ela Disse Pra Mim” é um trap funk que traz as colaborações de @pele.milflows e do jamaicano @real_daddy_1 . O single chega às plataformas digitais na sexta-feira da semana que vem. @warnermusicbr ❤️

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Casa do Hip Hop

Em parceria com o Rafa, integrante do grupo Rafuagi, Long celebra as origens no Rio Grande do Sul com a Casa do Hip Hop, um projeto social que dá para moradores da cidade de Esteio e região um caminho dentro das artes. “É um projeto em que estou 100% envolvido e do qual eu tenho muito orgulho de fazer parte”.

No local, crianças e jovens têm acesso a variados cursos, como de DJ, dança e grafite, todos relacionados ao universo do hip hop. “É um jeito de estimular as pessoas a serem melhores, com uma capacitação profissional. É um dos projetos mais incríveis do qual faço parte. Dou muito valor à minha história, e de onde eu venho, e faço questão de estar presente nesses tipos de ações. As pessoas precisam entender que elas influenciam o futuro dos jovens. Por isso me classifico como um incentivador de sonho. Se eu consegui, muitos também podem!”.

Publicado por

Jornalista recém-formada apaixonada por música, cinema, viagens e esportes.



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