15 de agosto de 2020
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CONECTE-SE: Conheça Isadora e confira o bate-papo para o Conexão POP

A carioca Isadora, de 25 anos, não mede esforços para ir atrás de seus sonhos e parece que está dando certo. A artista já possui mais de 80 milhões de streams em suas músicas e mais de 160 mil visualizações no YouTube. Além dos êxitos nas redes sociais, ela também participou dos programas The Voice Brasil (Rede Globo) e Na Voz Delas (Canal Bis).

Aos 7 anos de idade, Isadora começou a dar indícios de sua vocação para arte. No entanto, foi apenas na adolescência que a carioca se apaixonou ainda mais pela profissão e decidiu dedicar-se ao universo musical.

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em meu habitat natural 🐚

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Em 2017, Isadora, ao lado de Bruno Martini, lançou o sucesso “Sun Goes Down” – que conta com mais de 25 milhões de visualizações no YouTube e segue crescendo.

A cantora, que ficou abismada com o aumento nos números de violência contra a mulher durante a pandemia, decidiu se posicionar através da arte ao recitar uma canção de Elza Soares, “Maria da Vila Matilde”.

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Isso é sério! Os casos de violência contra mulheres continuam aumentando absurdamente no Brasil, especialmente durante a pandemia. Não fiquem em silêncio! Denunciem! 180 neles! E hoje a Lei Maria da Penha completa 14 anos. Foi um marco nessa história, mas ainda estamos longe de resolver o problema. Música da diva @elzasoaresoficial Trilha sonora e finalização @pmontagnana Direção @limabeto Imagens @omundodefernanda_ Produção @bmaisca e @soultimebr #180 #nãoénão #violenciadomestica #violenciacontramulher #violenciadegenero #mulherempoderada #feminismo #feminista

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Isadora é inspirada por cantoras do Pop e R&B como Amy Winehouse, Whitney Houston e Beyoncé. Confira a entrevista completa:

CP: O que levou você a recitar a canção de Elza Soares?

Na verdade, eu e a minha equipe conversamos sobre as diversas formas de me posicionar ainda mais. Assim, eu fiz um vídeo antes desse, sobre os abusos que a mulher sofre diariamente e foi o primeiro vídeo apontando um problema, então pensamos ‘qual seria o próximo passo para abordar a violência doméstica?’

Pensamos sobre a melhor forma para eu, como artista, me posicionar. É um tema muito importante, então decidimos fazer o vídeo da Elza, até para causar o ‘choque’, sabe? Nós [cantoras] tentamos dar voz às mulheres que sofrem e não dizem nada, não têm coragem de falar sobre o assunto.

Acho que esse posicionamento é muito importante como cidadã, algo que me incomoda de fato. A violência doméstica é um assunto mais delicado, é uma questão de informar o próximo sobre a importância do diálogo. É um recado para todo mundo.

CP: Sobre o vídeo que você gravou com o Léo Belmonte, sobre os abusos que as mulheres sofrem diariamente, quando você gravou, achou que iria viralizar nas redes sociais?

Sempre esperamos que o vídeo propague, fizemos justamente com o intuito de passar uma mensagem, mas é algo muito louco. Eu não sabia a força que o Tik Tok tinha e foi muito interessante ter viralizado por lá, pois as pessoas podem pegar o mesmo áudio e fazer o desafio também! Dá para ver os olhares sinceros e genuínos das pessoas que estão fazendo o vídeo.

É bom porque o Tik Tok é uma plataforma de muitos jovens e expandir o assunto é incrível. Eles crescerão informados sobre muitas causas. No entanto, a gente não esperava toda essa repercussão.

CP: O que você poderia falar para as mulheres que não têm coragem de denunciar a violência?

É muito delicado falar em um recado para essas mulheres, mas eu acho que a pessoa precisa ter uma força maior para poder conversar com alguém. Ela precisa sentir que não está sozinha, que não está desemparada e que terá outras pessoas para ajudá-la. É difícil falar algo, pois quando está dentro da situação é completamente diferente.

CP: Certo, mas agora sobre a sua carreira. Em que momento você percebeu que queria seguir a carreira musical?

Eu comecei a cantar muito cedo, participei de alguns corais, morei fora do Brasil e acabei tendo ainda mais contato com a arte, pois os outros países acabam dando mais importância para a arte. Eu tive esse contato na infância e na adolescência, mas foi quando voltei ao Brasil [com 18 anos] que eu decidi que queria seguir essa carreira e fazer faculdade de música. Foi bem gradual, pois eu alimentei a vontade durante a minha vida inteira.

CP: Você sente que morar Europa influenciou, de algum modo, a sua carreira?

A situação sempre é positiva, tentamos extrair o melhor das coisas. Morar fora me fez perceber o quanto a nossa cultura [brasileira] é rica, porque começamos a comparar. Eu sentia muita falta do Brasil, mas eu também pude conhecer pessoas e culturas novas.

Eu conheci música nova, muita coisa que talvez eu não teria conhecido se continuasse morando no Brasil. Acho que foi super positivo para a minha vida. Lá fora eles acabam valorizando muito mais a arte e cultura nas escolas, eles têm diversos projetos para expandir e aqui eu sinto que é mais limitado, uma pena.

CP: Como foi o processo de criação da sua última música, “Caso Raro”?

Esse projeto é todo ligado em produções audiovisuais, mas a “Caso Raro” [animação] surgiu devido à pandemia mesmo. Agora existe uma flexibilidade um pouco maior, eu estava achando complicado me unir com a equipe nesse período. Então fizemos um lyric video com animação para tentar reproduzir da melhor forma. Temos que trabalhar com os recursos ao nosso favor durante a pandemia. Foi super divertido trabalhar com a animação.

CP: O que podemos esperar de Isadora até o fim de 2020?

Muita coisa! Eu vou lançar mais um single e vou fechar meu EP em setembro. Vai ter uma capa nova e depois vamos começar os novos projetos, vamos tentar lançar muitas coisas ainda em 2020.

CP: Como você descreveria a ‘Isadora’?

Sou uma cantora voltada ao POP e R&B. Minhas músicas falam sobre relacionamentos amorosos e situações do nosso dia a dia. Sou uma cantora feminista e uma pessoa que possui uma variedade eclética de sons.

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